4.23.2006

a m o r

semear o torpor e a corrupção
no meu corpo e na minha mente
com vocábulos familiares:

amor
amor
amor






amor






coágulos de dor que mancham a brancura do papel
quebram a afasia da urbe em espirais de distância e de intimidade:


        “que me lembre do sabor da tua carne, do gosto da tua língua,
        da irregularidade da tua respiração e do calor do teu desejo;
        mas que olvide tudo o mais até que nem uma maldita memória sejas”

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